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escravo da rosa Cinema Depois de várias cabines da Mostra e conversas com críticos e Luiz Felipe, acho que estou muito chata com os filmes. Estou vendo muito mais defeitos do que antes. O que é bom, porque mostra que estou ficando mais exigente, querendo filmes melhores. E é ruim, porque o cinema está deixando de ser diversão. Hoje eu vi o Gael.
Bernal em O Passado, de Hector Babenco. O filme está em cartaz na 31ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Mais informações: http://ofinodamostra.blogspot.com Escrito por taca às 15h01 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Pequena declaração de amor Ontem, pela primeira vez, achei que a cidade ia me engolir. Já conhecia essa expressão, mas não conseguia entender como alguém se sentia acuado em tanto espaço, com tanta gente, coisas e possibilidades. O calor, que sempre fora meu amigo, me sufocava. As pessoas na rua, que sempre me despertaram curiosidade, pareciam andar todas em minha direção, fechando meu caminho. Já dos conhecidos, vieram cobranças e rompimentos – todo fim é triste. Mas o telefone tocou. “Oi.” Nos falamos e ficou tudo bem. A sala, quente, claustrofóbica. No hall, o silêncio incomodava. Depois, a fumaça dos cigarros não me deixavam respirar, a fumaça do meu cigarro. Na tela, as letras ameaçavam saltar. “Oi. Estava no bar da esquina fazendo uma reunião. Vou pra outro bar, fazer outra reunião.” “Sortudo!” Nos falamos, e tudo ficou bem. No fim do dia, gritos, ameaças, olhares esperando uma resposta. Mas o telefone tocou. “Oi. Não liga não.” Nos falamos e ficou tudo bem. Escrito por taca às 19h35 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Musa ruiva O post que eu tava devendo - feito em duas partes.
Era um evento. A cada três semanas, estava lá a caixinha. Começa com a colocação das luvas. Durante um tempo, usei as cirúrgicas, são mais compridas e confortáveis. No último ano, usava as do próprio kit. Começou aos 16 anos. Primeiro, tonalizante, desses sem amônia que sai em vinte lavagens. O tom era escuro – Borgonha. Papai nem percebeu a mudança. Depois era Castanho Escuro Avermelhado, como minha mãe. Dois anos depois da primeira experiência, Vermelho Intenso (número 666, estranho). Ao final do quarto ano de ruivisse, Loiro Claro Avermelhado Intenso, como a maioria dos leitores do blog lembra. E um dia, sabe lá Deus porquê, Castanho Escuro. Ontem, voltei ao ritual. Luvas, revelador no recipiente específico, raspar bem a bisnaga da coloração, mexer bem, até ficar uniforme. Começa pela frente e em cima, espalhar bem com um pente grosso. Espera quarenta minutos, aproveita para assistir a novela. Os cabelos coloridos renderam piadas e apelidos. Em certa época, alguns amigos cantavam Meu cabelo amanheceu pegando fogo, fogo, fogo!. Depois, acharam a música Garota Cor de Fogo, dos Sapatos Bicolores. Luis Mauro já comentou que meu cabelo estava envergonhado. Antes, achava que era rosa, e me associou à cobra Celeste, do Castelo Rá-tim-bum. Nos últimos tempos, era foguenta, musa ruiva, colorida... Bem, voltei! Parece tão claro, mas é exatamente a última cor que usei; nada que ninguém tivesse visto, ok! Das minhas estranhesas, que são muitas, confesso aqui uma especial. Pintar o cabelo é tão relaxante, legal, animador... Mamãe odeia, acha que dá muito trabalho. Nas horas difíceis, de deprê total, eu pinto o cabelo. Levei um fora? Ok, saio para comprar uma tinta. É sexta-feira, fechamento estressante? Sábado tem tinta. Talvez por isso tenha ficado tão mal nos últimos tempos. Bjs especiais para Mari, João e Yalís.
ps: Quando terminei de secar o cabelo, pensei no David Bowie. Mas uma parte do post foi escrito ouvindo o disco Transa, de Caetano Veloso. Foi produzido em 1972, em Londres, durante o exílio dele e de Gil. Pérola das mais caras. Escrito por taca às 18h44 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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